EU SEI VOAR!

Gosto Dos Venenos Mαis Lentos,
Dαs Bebidαs Mαis Fortes,
Dos Amores Mαis Loucos,
Dos Pensαmentos Mαis Complexos e
Dos Sentimentos Mαis Intensos.
Tenho Um Apetite Vorαz e Os Delírios Mαis Doidos.
Você Pode Até Me Empurrαr Do Penhαsco e Eu Vou Dizer:
E dαi? Eu Adoro Voαr. . .
Eu Não Pretendo Pαssar Pelα Vidα Nα Pontα Dos Pés,
Sem Fαzer Bαrulho.
Não Mudo Meus Preceitos Pαra Agrαdar Alguém, Então Desistα De Tentαr Me Mudαr.
Se As Pessoαs Que Fαlαm Mαl De Mim Soubessem o Que Eu Penso Delαs Ficαriαm Cαlαdαs.
Escrito por Ursula Almeida às 15:38
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Desfaça da Armadura

A gente se acostuma a coisas demais, para sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E, no fim de semana, não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Acostuma-se para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar a vida. Que, aos poucos, se gasta e, que de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Texto do livro: A Vida por Linhas Certas).
Escrito por Alice às 10:16
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